Agricultura industrial versus agricultura biológica: Prós e contras na perspectiva de produtores!





É uma questão muito complexa mas que de facto é inibidora do desenvolvimento e aumento de expressão, que como diz o Daniel, a Agricultura real tem face á agricultura química e artificial. E também têm razão quando dizem que também para estes ultimos o cenário não está facil, conheço "cultivadores químicos" que vivem sérias dificuldades para sobreviver a intermediários e á pressão e condições de compra das grandes superfícies.

Claro que do outro lado também temos os consumidores e quando se tem que optar por comprar cenouras a 1,50 o kilo ou a 0,70 e por ai fora numa ordem de crescendo de preços, todos os esforços que se façam serão inglorios, porque também o cenário actual não é glorioso para a ex-classe média do pais, que na verdade e potencialmente representam toda a possibilidade de aumento exponencial do mercado.

Agora a interrogação: Será que mesmo sem certificação, os produtores podem produzir biológico a preços mais acessiveis para o publico e assim cativar mais mercado?

Note-se que também não é facil para um comerciante ganhar a vida a ganhar 10, 20 ou no maximo 30 centimos por kilo. É preciso vender muito kilo. Também há comerciantes bio a fechar actividade.

O problema tem muitas frentes que vão desde a formação e atitude geral da sociedade de consumo, que não tem orçamento para produtos biológicos mas tem par gastar fortunas em telemovel, combustiveis e esbanjar nos proliferantes centros comerciais, até aos cenários politicos de gestão nacional, passando pelos europeus e suas medidas ás cegas e distantes das realidades, até à ordem mundial das coisas actuais.

è de facto necessário investir muito mais em divulgação, exclarecimento, educação da população (consumidor) e não só no que respeita aos biológicos mas num contexto muito generalizado das opções de vida e atitude social.

Na verdade e desde os primeiros anos da terra sã, a agrobio e meia duzia de dinossauros ou neo hippies que faziam a coisa só por carolice, pouco se alterou em termos de um aumento real de mercados, pois se há mais consumidores, também há mais produtores e ainda é muito duro conseguir viabilizar uma pequena exploração, que a meu ver no momento que entra em processo de intensficação em quase monoculturas, mesmo que biológicas, para mim já perdeu o seu contexto.

O ideal para a meu ver e verdadeiramente possivel de ser ecológico e sustentavel, seria a existencia de centenas ou milhares de pequenos e médios produtores ecológicos (atentemos também ás limitações dos solos e geografia do nosso pais), devidamente organizados de forma a conseguirm eles próprios dominar todo o processo de produção, ditribuição e sempre que possivel também a venda.

Mas isso continua a ser uma utopia num pais em que cada um cava no seu quintal e talvez por razões historico-socio-culturais não temos nenhuma vocação para trabalhar em equipa.

Ou produtores aliadaos a distribuidores e vendedores, mas todos do mesmo lado da barricada, num outro cenário.

mas quem se aventura a tentar isto? Eu pela minha parte já tentei isto tanto na área da agric. biol. como da conservação da Natureza e frustrei em ambos (talvez por incapacidade minha). Passados poucos tempos já todos andavam em competição, ou por protagonismos ou por tempo de utilização dos meios comuns e muitos eteceteras de episódios tristes. Deixei-me desses voos.

No entanto estou envolvido em duas estruturas em Lisboa que comercializam, faço alguma pequena produção (não certificada) mais por adorar o "desporto da enxada", e tento divulgar o que posso nos blogs que faço para as duas estruturas que trabalho e respectivos facebook ( a biosite e biodivercidade). fazemos sessões em escolas e com a população. Estamos a tentar criar redes e prataforma de trabalho conjunto entre alguns independentes com muita garra, para conseguir ter mais e mais eficaz intervenção e sensibilização da população.

Se alguem quiser agarrar a grande empreitada de criar uma organização (ou forma de) produtores, eu da minha parte e nos meus recursos ponho tudo à disposição disso e pela simples razão que acredito e gostava profundamente que isso acontecesse.

E já agora aproveito e termino com rasgado elogios à participação que este forum está a ter e ao alto nivel (a meu ver) dos comentários feitos.

Sugiro até que com o consentimento dos vários intervenientes e a quem tem blogs e outras formas de divulgação, coloquem esta discussão pois a meu ver pode ser muito elucidativo para quem está de fora, acerca da realidade que é produzir biológico, querer ser sustentavel, acreditar na força da e para a terra.

Obrigado a todos pela minha parte.


Comentário de Adail Garrido

Pois é...Daniel, começar na agricultura biológica não é tarefa fácil, sobretudo, se temos de tirar um salário para viver. Mas não vale a pena tremer! o difícil é começar. Tens razão, quando dizes que há que apostar na publicidade diretamente ao consumidor, e não vale a pena ter certificação, isso será para as grandes propriedades. Dependendo da zona onde se viva, há que apostar no comércio local, era bom que houvesse uma boa coordenação entre os pequenos produtores, e onde houvesse um local próprio para venda desses mesmos produtos. . Comentário de Daniel Sousa 4 horas atrás O teu testemunho é extremamente importante!

Eu que quero me iniciar na agricultura, até tremo.

Realmente a unica alternativa é na sensibilização do consumidor. Estar à espera que a classe politica ou a dita "europa" faça alguma coisa, é uma perca de tempo e não temos tempo a perder.
Na relação estreita com a localidade, numa relação de confiança e não de certificações "biológicas."

Outra coisa é começar-mos a classificarmos as coisas como deve ser.

A Agricultura Biológica é Agricultura, e a chamada Agricultura é Agricultura Quimica .

Chamar Agricultura Quimica o mais possivel, quando falarmos com outras pessoas.

Não é se a alface é biológica, é se a alface é Quimica .

Estar a competir com a agricultura quimica, não faz sentido. Alías, estar a competir, não faz sentido, assim é que está correcto.

Mas o certo , é que tirando esta informação que colocas-te aqui e um testemunho que recebi de uma outra agricultora biológica, esta informação não está a ser divulgada como deve ser.

Creio que todos os que tiverem blogs , sites, redes sociais, devíam espalhar isto aos sete ventos numa fase inicial, e começar , nas hortas pedagógicas neste pais dar voz a estes testemunhos.E tem de ser os agricultores a chegar-se à frente.

Eu vou colocar no Terra Solta, mas era bom que mais artigos como este surgissem. (entre aspas, pois é mau sinal).

Abraços


Comentário de sandra de sousa santos
Sou so uma curiosa, faço agricultura traducional num pequeno quintal, aqui em casa. Com o trabalho a tempo inteiro pouco mais posso fazer. Tenho galinhas, e patos, na casa do meu pai crio um ou dois porcos por ano.Neste site espero adquirir novos conhecimentos .



Comentário de África das Joaninhas - Pati

Obrigado a todas as pessoas que comentaram,

Não estava a espera!

Quando iniciei este projecto sempre foi minha intenção vender os meus produtos directamente ao consumidor final. E, é o que eu faço, embora com um sucesso relativo, estou presente no mercado municipal de Santarém aos Sábados, na feira de Agricultura Biológica de Santarém às quartas quarta-feiras do mês (1x por mês) e em Abril, juntamente com outros agricultores locais vou iniciar uma entrega de cabazes em Alpiarça.

Em Santarém existe obviamente poucos consumidores.

Já consegui por duas vezes que alguns consumidores venham à quinta comprar directamente, mas em 2 anos e meio isso é muito pouco.

O meu projecto tem muitas falhas,basta dizer que eu sou mãe de uma menina de 6 anos e estou à dois anos sem ver resultados palpáveis do meu trabalho.Não tenho experiência, tenho pouco tempo e muitíssimo para aprender.

A consequência óbvia do meu "insucesso" foi ir trabalhar para outrem, neste caso um outro Agricultor Biológico, com mais de 15 anos de experiência, Dr Virgilio Pestana da Casa da Caldeira (faz parte da direcção da Agrobio). Este Agricultor tem aproximadamente 100ha de Terreno Certificado Biológico e o seu maior rendimento são as compotas e transformados.Neste momento estou a vender os seus produtos no Mercado Biológico de Algés e de Cascais, aos Sábados.Entristece-me perceber que com toda a sua experiência deveríamos estar a fazer por semana por volta de 600€ e fazemos entre 200 a 300€. Pouco mais dá para pagar que o meu salário, das duas senhoras que estão na quinta e as duas colegas que vendem os produtos no mercado.

Neste campo encontra-se tb o Luis Mendes, do Vale Pequeno, que faz agricultura biológica tb à mais de 15 anos. A sua esposa diz que aquilo que produz dá para pagar as despesas de produção, mas pouco mais.O seu projecto é muito interessante, ele faz as coisas da forma mais simples que sabe e faz um pouco de tudo, azeite, vinho, hortícolas, um verdadeiro exemplo de sustentabilidade.

Eu consigo continuar porque os meus pais me ajudam muito, os meus voluntários e amigos tb. Com o trabalho na Casa da Caldeira as coisas equilibram-se um pouco.

Existem, porém mais exemplos, um dos maiores produtores de cenoura biológica, Fernando Agostinho, viu-se obrigado a vender a cenoura ao preço mais baixo desde à 19 anos, que foi quando iniciou a sua actividade. Ele é um verdadeiro engenhocas, faz as suas próprias adaptações às máquinas que usa. Produz 9 ha de hortícolas e apenas tem mais uma pessoa com ele a tempo inteiro. Este ano foi o ano mais difícil da sua carreira e já se queixou de não ter dinheiro para investir em plantas na altura própria da sua transplantação.Os Fernando vende a maioria dos seus produtos à Biocoop e Miosótis em Lisboa.

A Clara da Bioclara,faz entregas de cabazes em Lisboa, vende no mercados e directamente a lojas de produtos biológicos em Lisboa. Este ano foi obrigada a procurar um emprego em part-time.

Também um casal de Vila Franca que tem vendido na Feira de Agricultura Biológica, se viram obrigados a desistir da Feira pois ela teve que voltar a trabalhar para outros.

Os exemplos são muitos e todos comprovam a fraca sustentabilidade da Agricultura, mas não é só a Biológica, tb a agricultura convencional sofre do mesmo problema.

Soluções:
Ao nível politico e legislativo:

-Lutar contra a competição desleal, pondo limites ao preço mínimo de venda dos produtos.Devia criar-se uma lista onde constassem os preços mínimos de produção dos vários produtos hortícolas e proibir-se a venda a um preço menor que o minimo mais 20%.
-Colocar limites á importação e fazer uma maior fiscalização.
-Promover a Agricultura Sustentabilidade e as Hortas Urbanas/Comunitárias
-Acabar com os subsídios ou reparti-los de forma igual pelos agricultores; Acabar com a entrega de projectos ou facultar um acompanhamento completo e gratuito aos agricultores.

A nível pessoal:

Criar redes de apoio:
-Recorrer a redes de apoio como a rede de voluntariado em quintas biológicas (WWOOF)
-Trabalhar com e junto à comunidade local
-Participar em projectos comuns como a criação de núcleos prove
-Criar novas redes de apoio local (rede de permacultura do Ribatejo)

Criar um sistema em se partilha com o consumidor os custos dos factores de produção, os riscos e até a mão de obra.

Seria interessante criar-se hortas comunitárias em que todos participam na produção e a todos os níveis. Não tem todos que cuidar da terra mas envolverem-se financeiramente e pessoalmente na produção, distribuição e implementação das hortas. O custo do produto final pode ainda neste caso ser muito superior ao que se encontram nos mercados mas isto seria contrabalançado pela satisfação e confiança de estar a comer e a partilhar aquilo que melhor produzimos e a vários níveis.


Comentário de Tito Lopes
Ó Luis, com o risco de ferir susceptibilidades e criar polémicas eu desde já elogio a coragem que tiveste de dizer o que eu partilho em pleno e 100%, mas não digo.

E não falo como um leigo, 80% do meu percurso fui produtor (e falo desde a nascença pois em criança já ajudava o meu avô que era um produtor biológico, não certificado.

Tenho produzido pessoalmente como forma de vida e actualmente que vivo na cidade ainda dou ajuda e apoio a algumas explorações. Explico isto só para não parecer que não sei do que falo.

Reproduzo pela minha parte tudo o que disseste sem retirar uma virgula.

Agradeço o teu claro testemunho

Comentário de Luís M. Gottschalk Mata da Silva

Olá!

É bom partilhar e é bom não desistir...

O Fukuoka diz, no "revolução de uma palha", que não percebe como é possível os produtos do seu sistema produtivo custarem mais do que os "tradicionais" (entendendo, por este termo, os da monocultura mecanizada, com recurso a inputs infindáveis de nutrientes, pesticidas, "pós-produção" - sim, aquelas maçãs polidinhas e brilhantes que compramos no supermercado, foram mesmo polidas e, muitas vezes, banhadas em cera).

De facto, ele próprio vendia directamente os seus produtos, a preços que pagavam a sua produção e inferiores aos da agricultura tradicional. Foi atacado, curiosamente, não pelos agricultores tradicionais mas pelos próprios agricultores biológicos, argumentando estes que os preços que ele praticava influenciavam o mercado e encorajavam o consumidor a não pagar mais pelos produtos biológicos.

Não questionando o facto de que a realidade económica e social do Japão, nos anos 70, seria diferente da nossa realidade portuguesa, hoje, não acredito que o Fukuoka estivesse a praticar "dumping" e que o seu exemplo e atitude, além de provocadores, são esclarecedores.

Também as caracetrísticas edafo-climáticas do terreno dele seriam particulares e diferentes, com toda a certeza, da maioria dos que se disponham a fazer o mesmo inspirados no seu exemplo. Mas esse exemplo é o de um observador, um investigador, que investiu décadas da sua vida a aprimorar um sistema em que a maior parte dos processos são assegurados pelo próprio sistema, com um mínimo de inputs planeados para um máximo de efeito. Por exemplo, semeava arroz directamente no campo antes de colher o centeio, permitindo à semente germinar ao abrigo dos pássaros sem necessidade de operações complicadas com a terra para esconder a semente e, ao mesmo tempo, permitindo-lhe ganhar algum avanço para competir com as ervas daninhas; depois de colher o centeio, alagava os terrenos durante uma semana, o que era suficiente para permitir ao arroz, pelas caracetrísticas deste, ganhar um grande impulso enquanto a maioria das ervas daninhas ficava para trás. Depois deste alagamento, a água retida no solo bastava para o resto da cultura no Verão. Não me recordo, agora, se o Verão na terra dele era seco ou chuvoso, nem interessa porque cada sistema deste tipo é específico do local onde foi desenvolvido, não devendo pensar-se em replicar indiscriminadamente, tal como a Emilia Hazelip também refere...

A atitude do Fukuoka em relação ao preço era provocadora, ao estilo "zen" japonês... Mas creio que a intenção dele era demonstrar que a sustentabilidade tem um preço que é pago no tempo que o sistema terra-agricultor-cultura demora a chegar a uma zona de equilíbrio em que os inputs são mínimos.

Os comentários a este teu desabafo são dignos e incisivos... A produção e comercialização de alimentos é um sistema complexo, não redutível ao preço final que o consumidor paga. Mesmo do "mau" exemplo do grande agricultor ultra-subsidiado se pode tirar um bom exemplo, que é o de o rendimento do agricultor não ter que vir todo da venda do produto ao consumidor, mesmo que se esqueça os subsídios que são, na minha opinião, um meio de controlo social e económico tão perverso como as certificações.

Espero que me desculpes o comentar desta minha posição confortável de observador optimista.

Creio que o meio propício ao florescimento da pequena agricultura é, também, um meio cultural em que os consumidores conheçam mais profundamente o seu sistema de vida e, designadamente, o sistema que produz aquilo de que se alimenta. Um dos aspectos mais perversos da rotulagem/certificação é que des-responsabiliza o consumidor da sua escolha, podendo este fazer uma compra desinformada numa prateleira de supermercado como as outras, remetendo para o negócio das certificações a responsabilidade de garantir as características do produto.

Por isto, desabafos como o teu importam e deviam inclusivamente ser veiculdados em meios com visibilidade social mais vasta, assim como todos os valiosos comentários que ajudam um leigo a ter uma ideia mais nítida da realidade.

Um abraço,
Luís


Alo Telmo, como disse anteriormente, temos um grupo de pessoas que agregam vários projectos e inicitivas e que estamos a designar de Rede Biodivercidade, e um dos nossos cavalos de batalha é exactamente esse. O de dar expressão a pequenos agricultores que produzem biológico por convicção, mas pela dimensão não conseguem ingressar nos ditos sistemas.

Ou seja, num contexto de organizar os agricultores de forma a escoar os seus produtos num sistema, comum, será para nos mais complicado. Num contexto de aceitar esses produtos como biológicos não certificados, assuimimos o compromisso de ter iniciativas para criar um publico para este mercado paralelo que assenta numa confiança entre os vários intervenientes ao invés de no label.

É um repto nos vários sentidos e para os vários intervenientes.


Comentário de Telmo Gonçalves em 15 janeiro 2011 tento ao máximo consumir produtos horticolas de origem biológica. Lembro-me quando fazia compras nas grandes superfícies de ficar abismado com o preço dos produtos com certificação de modo de produção biológico (a margem das grandes superficies não perdoa...), depois passei a comprar esses produtos numa cooperativa em lisboa, e os preço são muito mais acessíveis, mais caros que os outros mas não tão mais caros, para além que a sua durabilidade é muito superior, pelo que fazendo uma boa gestão do meu "stock" penso que não gasto muito mais do que antes, para além da satisfação que me dá estar a contribuir para alguém que vê a produção de alimentos da mesma forma que eu.

Na passada semana, em conversa com um funcionário dessa cooperativa, referi que produzia alguns vegetais, que tenho potencial para produzir mais, e qual a possibilidade de escoar os meus produtos através da cooperativa; a pessoa disse-me que sem certificação seria impossível, pois isso é o que dá a garantia ao consumidor que de facto o produto é de produção biológia, e mesmo assim iriam começar a fazer controlo análitico a alguns produtos para garantir mesmo, que é biológico, e pelo que percebi tudo isto se prende com desconfiança por parte dos consumidores. Por um lado percebo tudo isto das garantias ao consumidor, não será difícil imaginar a existência de pessoas menos honestas a aproveitarem-se da procura de produtos biológicos para rentabilizarem mais a sua produção não biológica...

Outro factor que penso que pesa bastante no preço dos produtos biológicos é a questão de não beneficiarem da escala dos canais de distribuição da agricultura industrializada (entre todos os outros factores já referidos nos outros comentários do pessoal). muito mais haveria a dizer sobre isto mas penso que todos temos conciência da questão...

O que queria aqui deixar era a ideia de porque não organizarmo-nos para criarmos um modo de escoarmos os nossos produtos, com base na confiança, sem necessidade de certificação? Sei que estamos bastante dispersos pelo território e muitas vezes o local em que praticamos as nossas "experiência" são longe do local que moramos e que não será fácil, mas porque não tentar?

Extraído de:
http://permaculturaportugal.ning.com/